Assado Fronteiriço reúne 2 mil pessoas e celebra integração Brasil–Uruguai

Público saboreou pratos típicos, preparados em 18 estações gastronômicas, com fogo de chão Foto Fabian Ribeiro / OzaFilms Cerca de 2 mil pessoas passaram pelo Assado Fronteiriço, evento que marcou o sábado de encerramento do 9º Fronte(i)ra – Festival Binacional de Enogastronomia, que ocorre no Parque Internacional onde as cidades de Santana do Livramento (RS) e Rivera (Uruguai) se unem. Esta grande experiência gastronômica já é uma tradição e celebra a culinária tradicional da fronteira, com mais de 40 profissionais, incluindo assadoras, assadores e chefs do Brasil e Uruguai. A oferta foi organizada em 18 estações de carne, massas uruguaias, empanadas, pratos campeiros e o tradicional doce fronteiriço, o chajá. Mais que um banquete, o Assado Fronteiriço foi, uma vez mais, o momento adequado para o grande público (formado por moradores da fronteira e turistas) conhecer e valorizar os produtos locais, que celebram todas as influências culturais dos saberes e sabores desse Destino Binacional. A programação desse último dia de Fronte(i)ra também abriu espaço para celebrar a erva mate e suas variações de mate uruguaio e chimarrão brasileiro. O pesquisador Tau Golin, autor de “Mateando: Os Ervais dos Povos Indígenas”, falou sobre o chimarrão como símbolo cultural e social, ressaltando sua importância histórica desde os povos indígenas até o cotidiano atual. Já Fernanda Valente e Rodrigo Schlee, da Materia Capitão Rodrigo (Gramado), apresentaram a erva-mate como patrimônio cultural da fronteira Brasil–Uruguai, em uma oficina prática com diferentes tipos de ervas e cuias. A bebida tradicional ainda foi objeto de lançamento de livro, às 18h30, quando o escritor Javier Ricca autografou “El Mate” no pavilhão da II Feira Binacional do Livro. O evento deste ano foi um dos mais diversos, com discussões em diferentes âmbitos e notícias positivas para a região. O Ministério da Cultura do Brasil anunciou que está finalizando o edital que viabilizará uma modalidade específica da Lei Rouanet voltada para as zonas de fronteira. O volume de recursos dependerá da adesão das empresas, e a expectativa é que as primeiras inscrições sejam abertas em 2026. O 9º Fronte(i)ra é realizado pela Mesa Departamental de Turismo Destino Rivera e pelo Sindilojas de Sant’Ana do Livramento e tem apoio do Ministerio de Educación y Cultura (Uruguai) e o patrocínio do Banco de la República Oriental del Uruguay, do Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (Uruguay), do Magalu, da Embratur, da Caixa, da Secretaria de Turismo do Estado do Rio Grande do Sul, e do Governo Federal do Brasil, através dos ministérios da Cultura, do Turismo, da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Brasil e Uruguai têm planos de ampliar integração na Fronteira

Desde questões amplas, como a criação de corredores viários bioceânicos, até reivindicações locais, como a gestão compartilhada do Parque Internacional (que une as cidades de Sant’Ana do Livramento e Rivera). Diversos projetos foram apresentados na manhã desse sábado, 09 de agosto, no Fórum Binacional de Integração.

Regiões de fronteira terão Lei Rouanet específica a partir de 2026

Anúncio foi feito por Cassius Rosa, secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, durante o Fórum Binacional de Cultura O Ministério da Cultura do Brasil está finalizando o edital que viabilizará uma modalidade específica da Lei Rouanet voltada para as zonas de fronteira. O volume de recursos dependerá da adesão das empresas, e a expectativa é que as primeiras inscrições sejam abertas em 2026. O anúncio foi feito nesta sexta-feira por Cassius Rosa, secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, durante o Fórum Binacional de Cultura, realizado no 9º Fronte(i)ra – Festival Binacional de Enogastronomia, na praça que une Santana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai). Segundo Rosa, o Ministério vem requalificando a execução da Lei Rouanet e criando programas especiais para atender territórios estratégicos. “Já lançamos a Rouanet Norte e, esta semana, lançamos no Cariri (CE) a Rouanet Nordeste. A Rouanet Fronteira seguirá os mesmos moldes. O texto já está na Secretaria de Fomento do Ministério e, ainda este ano, iniciaremos o diálogo com empresas — não apenas estatais, mas também privadas — para que aportem recursos a essa ação”, explicou. O desafio, destacou o secretário, é criar uma iniciativa que contemple as diferentes realidades das fronteiras brasileiras, marcadas pela convivência com países diversos, fortalecendo a integração não apenas nas relações bilaterais, mas também na comunhão entre culturas. Para isso, o Ministério está realizando um mapeamento de todas as regiões de fronteira, identificando a produção cultural de cada território e explorando as diferenças de língua e de costumes como elementos de aproximação. O Ministério também realiza, em parceria com a Organização dos Estados Ibero-Americanos, um mapeamento cultural das fronteiras, com foco na economia criativa. A pesquisa servirá de base para novos projetos e para a captação de recursos além da Rouanet. Até 2028, por exemplo, o Governo Federal destinará R$ 1 bilhão ao Rio Grande do Sul para execução de projetos culturais por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Entre as iniciativas possíveis, estão ações de circulação cultural entre as faixas de fronteira. “Como os municípios têm autonomia para definir o uso desses recursos, após consulta à sociedade civil, podem lançar editais de intercâmbio que permitam a artistas brasileiros levar suas produções para além das fronteiras, fortalecendo o diálogo com os países vizinhos”, disse. Durante sua fala, Rosa também ressaltou que a cultura vem se consolidando como vetor de desenvolvimento econômico. No Brasil, 3,11% do PIB é gerado pela economia da cultura, que emprega cerca de 7 milhões de trabalhadores — mais que o setor automobilístico, responsável por 3,8% do PIB, porém com muito menos profissionais empregados. O secretário-adjunto participou hoje da mesa Políticas Públicas Culturais e Faixas de Fronteira, durante o Fórum Binacional de Cultura, que também contou com a presença de Gabriela Verde, ministra interina de Educação e Cultura do Uruguai e Ruben Oliveira, coordenador do Sistema Estadual de Cultura, num bate-papo mediado por Miguela Alvez, do Centro Cultural Artigas, de Rivera. Uma linha que permeou todas os pronunciamentos é a necessidade de institucionalizar estas políticas culturais para que elas tenham sustentabilidade ao longo do tempo, independente das alterações dos governos. Em dezembro, Porto Alegre sedia o Encontro de Ministros de Cultura do Mercosul. Em pauta, como aprofundar a integração, levando em conta a importância do setor para a área econômica e indústria criativa. O 9º Fronte(i)ra acontecerá até o sábado, 09 de agosto, no Parque Internacional. O evento é realizado pela Mesa Departamental de Turismo Destino Rivera e pelo Sindilojas de Sant’Ana do Livramento e tem apoio do Ministerio de Educación y Cultura (Uruguai) e o patrocínio do Banco de la República Oriental del Uruguay, do Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (Uruguay), do Magalu, da Embratur, da Caixa, da Secretaria de Turismo do Estado do Rio Grande do Sul, e do Governo Federal do Brasil, através dos ministérios da Cultura, do Turismo, da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Destino Binacional: trade da fronteira abre diálogo unificado com ministérios do Brasil e do Uruguai

Aproximação ocorreu durante o Fórum Binacional das Rotas Turísticas da Fronteira Tomando um chá, sobre a linha de fronteira entre Brasil e Uruguai. Assim os representantes dos ministérios de turismo dos dois países, da Comissão de Turismo da Câmara de Representantes do Uruguai, da Câmara Uruguaia de Turismo, o poder público do Sant’Ana do Livramento e de Rivera, além dos empreendedores congregados pela Mesa Binacional de Turismo, começaram a aprofundar o diálogo para concretizar um projeto efetivo de integração: o Destino Binacional. A reunião aconteceu logo após o encerramento do Fórum Binacional das Rotas Turísticas da Fronteira, realizado dentro do 9º Fronte(i)ra – Festival Binacional de Enogastronomia, na tarde dessa sexta-feira, 08 de agosto. Durante os debates, cada aspecto dos desafios que o território tem foi exposto e debatido. Já na reunião, as entidades e os ministérios apontaram os compromissos que estão dispostos a assumir. Cristian Pos, diretor nacional de Turismo, do Ministério de Turismo do Uruguai, confirmou sua disposição a manter representação permanente junto à Mesa Binacional de Turismo, para poder acompanhar de perto os planos de desenvolvimento e coordenar o financiamento público, otimizando o orçamento. Esta Mesa Binacional, explicou o empresário Fabrizzio Conti, é como se denominam a articulação da Mesa Departamental de Turismo Destino Rivera, presidida por ele, e a Mesa de Turismo de Sant’Ana do Livramento. Cada entidade tem o devido registro de seu lado da fronteira, mas burocraticamente, é impossível para os empresários do setor registrar a entidade supranacional. O diretor de Qualidade, Sustentabilidade e Ações Climáticas do Ministério de Turismo de Brasil, Aldo Valentim, assumiu o compromisso de ajudar as lideranças locais a navegar pela burocracia do Estado brasileiro. “Foram apontadas questões que estão sob responsabilidade de outros ministérios, como Defesa e Segurança Pública, além da Receita Federal e do governo estadual. Nosso compromisso é entender os problemas e provocar as outras pastas, para que seja possível encontrar soluções adequadas ao território”. Falando pela Comissão de Turismo da Câmara de Representantes do Uruguai, a deputada Mary Araujo, se mostrou impressionada com as potencialidades da região fronteiriça e da proximidade cultural entre as populações de Sant’Ana do Livramento e Rivera. Para ela, o compromisso da comissão é o fomento e a potencialização da integração binacional. “E defenderemos que exista orçamento para essa região dentro do Ministério do Turismo”. Para o diretor de Turismo da Intendência de Rivera, Jean Celaya Alves, o encaminhamento ordenado do diálogo institucional dos dois lados da fronteira é um dos cuidados principais que a Mesa Binacional proporciona e compromisso direto das duas municipalidades. “Temos, aqui, problemas para os quais não há legislação ou jurisprudência, por isso, acredito que a maior contribuição que os políticos podem dar é boa-vontade para encontrar caminhos para que as questões turísticas possam evoluir”. O 9º Fronte(i)ra acontecerá até o sábado, 09 de agosto, no Parque Internacional. O evento é realizado pela Mesa Departamental de Turismo Destino Rivera e pelo Sindilojas de Sant’Ana do Livramento e tem apoio do Ministerio de Educación y Cultura (Uruguai) e o patrocínio do Banco de la República Oriental del Uruguay, do Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (Uruguay), do Magalu, da Embratur, da Caixa, da Secretaria de Turismo do Estado do Rio Grande do Sul, e do Governo Federal do Brasil, através dos ministérios da Cultura, do Turismo, da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Patrimônio Cultural Imaterial: a influência afro nos doces de Pelotas

“Não adianta a sinhá ter a receita se não sabe fazer o doce”, afirma Noris Leal, diretora do Museu do Doce de Pelotas, durante oficina, realizada nessa quinta-feira, 07 de agosto, no 9º Fronte(i)ra – Festival Binacional de Enogastronomia, em Santana do Livramento–Rivera.

Corredor humanitário: a fronteira como território que nutre

Miguela Alvez, advogada e especialista em Direito Migratório, apresentou nessa quinta-feira, 07 de agosto, a imagem do corredor humanitário. A palestra aconteceu durante o 9º Fronteira – Festival Binacional de Enogastronomia, realizado na praça que une Santana do Livramento–Rivera, e se referiu não um corredor que surge apenas em contextos de guerras ou epidemias, mas um território permanente de acolhida, onde migrantes em situação de extrema vulnerabilidade encontram informação e, também, nutrição, abrigo e contenção emocional.